Policiais entregam fuzis e admitem 10 das 23 mortes na Vila Cruzeiro, no Rio |
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Agentes envolvidos na operação que deixou 23 mortos na terça-feira (24) na Vila Cruzeiro, no Rio, entregaram hoje fuzis que usaram na ação e admitiram ter participado de confrontos que terminaram com dez vítimas. Na Delegacia de Homicídios, se apresentaram nove policiais militares e três policiais rodoviários federais. O procurador da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), Rodrigo Mondego, disse haver suspeita de tortura e execução durante a ação. A Polícia Militar e a Polícia Rodoviária Federal informaram que o objetivo era prender chefes do Comando Vermelho e suspeitos que, vindos de outros estados, estariam escondidos na região. Considerada a segunda mais letal da história do Rio de Janeiro, a operação fica atrás somente da ocorrida no Jacarezinho em maio de 2021, que resultou em 28 mortes. Em fevereiro deste ano, outra operação conjunta da PM e da PRF na Vila Cruzeiro deixou pelo menos oito mortos. ▶️ Fachin manda governo do RJ ouvir sugestões de MP, Defensoria e OAB para reduzir letalidade policial |
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